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Euclides e o berço de Os Sertões
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04:05:40 , tera, 24 de novembro de 2020 , Boa Madrugada!

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Conheça São José do Rio Pardo

Euclidianismo em São José do Rio Pardo

 

Começa em São José do Rio Pardo, três anos depois da morte de Euclides da Cunha, um movimento de amor e gratidão ao engenheiro-escritor que, mesmo morto, continuava a elevar a cidade, fazendo-a conhecida como o berço de Os Sertões e de possuir a ponte mais bonita do Estado. Era o nascer do movimento euclidiano rio-pardense. Estava lançada a semente que floresceria.

* Em 1912, 15 de agosto, os amigos de Euclides se reuniram diante da cabana e recordaram-se por muito mais de "um minuto do amigo ausente". Estava lançada a semente do movimento euclidiano rio-pardense.

* Em 18 de maio de 1918, no recanto euclidiano, inaugurou-se a Herma, o marco de pedra, sendo o primeiro monumento do Brasil a homenagear Euclides da Cunha. Nela, ele se retratou: "Misto de celta, de tapuia e grego!" Incrustada na pedra, a efígie de bronze ofertada pela Prefeitura local e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". O poeta Vicente de Carvalho, grande amigo de Euclides, discursando naquela solenidade, oferece um aposto a  São José: "Meca do euclidianismo".

* Aos 15 de agosto de 1925, o poeta Martins Fontes, falando no recanto euclidiano, sugeriu que aquele dia, de todos os anos, fosse consagrado a Euclides. Em setembro, o prefeito sancionou projeto da Câmara, consagrando o 15 de agosto como "Dia de Euclides".
* Em 14 de novembro de 1925, fundou-se o “Grêmio Euclides da Cunha de São José do Rio Pardo”.

* 15 de agosto de 1928. Foi inaugurada a redoma de vidro, protetora da cabana, pelo prefeito, João Gabriel Ribeiro.

* Em 1936, a comissão dos festejos euclidianos, graças ao entusiasmo do Dr. Osvaldo Galotti, instituiu a “Semana Euclidiana”.

* Em 30 de novembro de 1937, o Serviço do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional,
tornou a pobre cabana monumento nacional. 

Em 1939, o Professor Hersílio Ângelo instituiu a Maratona Intelectual Euclidiana.
Também, em 15 de agosto, foi inaugurada uma placa de bronze: "À memória de Francisco Escobar, pela assistência de cultura e de carinho com que contribuiu para Os Sertões”.

* 1946. Foi criada a Casa Euclidiana (decreto-lei nº 15.961, de 14 de agosto), com sede na casa onde residiu Euclides, desapropriada pelo Estado. Iniciativa do Dr. Honório de Sylos. No dia seguinte, 15, o interventor federal, Dr. José Carlos de Macedo Soares, em visita a São José, oficializou a Semana Euclidiana.

* 1961. Morreu a histórica e famosa paineira que protegeu a cabana.

* 1966. Instituição do “Ciclo de Estudos Euclidianos”.

* 1968. Remodelados os jardins do Recanto Euclidiano. Projeto do arquiteto Márcio Cevas. O piso de pedra tem o desenho criado pelo arquiteto Ênio Lamoglia Possebon: um grande sol envolvendo os nomes das partes de Os Sertões:  Terra, Homem, Luta.

* 1977. A grande enchente danificou, sem destruir, a redoma e a cabana. Foram reconstituídas com as características originais.

* 1979. Iniciou-se o “Ciclo de Estudos Euclidianos - Área Municipal - 1º Grau”.

* 1982. Foram trasladados do Rio de Janeiro os restos mortais de Euclides da Cunha e Euclides da Cunha Filho e sepultados, em 15 de agosto, no Mausoléu à margem do rio Pardo. Na placa de concreto, ao lado da cabeça de bronze do engenheiro e escritor, foi transcrito um trecho de sua carta, de abril de 1908, ao amigo Francisco de Escobar: “(...) Que saudades do meu escritório de folhas de zinco e sarrafos da margem do rio Pardo! Creio que se persistir nesta agitação estéril não produzirei mais nada de duradouro.”



São José do Rio Pardo

Origem do nome – São José do Rio Pardo: homenagem ao santo padroeiro São José e ao Rio Pardo.
São José teve muitos apelidos e nomes, todos rejeitados: São José dos Botocudos, São José dos Carrapatos, São José das Formigas, Cidade Livre do Rio Pardo, Andradópolis, Guaciúna, Constantina.

Berço da República
São José do Rio Pardo projetou–se nacionalmente quando, na noite de 10 de agosto de 1889, os praças da cadeia invadiram o Hotel Brasil, danificando-o, depois do jantar oferecido ao republicano Francisco Glicério, que visitava a cidade e a região.
Naquela mesma noite e na manhã do dia seguinte, 11 de agosto de 1889, reuniram-se ,no palacete de Honório Dias, republicanos e fazendeiros com seus colonos armados. Dirigiram-se à Casa da Câmara e Cadeia, prenderam o presidente da Câmara e o subdelegado, tiraram da parede o retrato de D. Pedro II e tomaram o poder...  proclamando a República, três meses antes da nova forma de governo. Na tarde do dia seguinte, tropas vindas da capital, retomaram a cidade dos “republicanos”.
Por este fato, a Vila foi elevada à categoria de cidade, em 1891, com a denominação de "Cidade Livre do Rio Pardo", por força do decreto 179, de 29 de maio de 1891. Vigorou por oito dias, pois os rio-pardenses, embora orgulhosos, preferiram a forma original, com o nome do santo padroeiro: São José do Rio Pardo.

 

Informações sobre a cidade, segundo IBGE, 2007.
Localização : São José do Rio Pardo localiza-se a Leste do Estado de São Paulo, na encosta ocidental da Serra da Mantiqueira, na Média Mojiana, na zona fisiográfica denominada Cristalina do Norte. Encontra-se nas seguintes coordenadas: latitude sul: 21º 35’ 00’’ e longitude W. Gr (Oeste): 46º 56’00’’.

Área: 419 km2.

Delimitações: Faz limites com as cidades de Tapiratiba e Mococa ao Norte; Caconde e Divinolândia a Leste; S. Sebastião da Grama, Itobi e Casa Branca ao Sul. A Usina Limoeiro separa S. José de Mococa; o Rio Guaxupé, de Tapiratiba; o Rio Pardo, de Caconde; e o Rio Verde, de Casa Branca. Em extensão, em relação às cidades limítrofes, S. José ocupa o 2º lugar, superada pela cidade de Mococa.
Relevo: as altitudes do município são modestas, indo de 540 a 1.140 metros, acima do nível do mar. // “As maiores altitudes encontram-se na porção oeste do município (com altitude máxima de 1.166 metros) e diminuem sensivelmente para leste, onde atingem valores próximos a 540 metros de altitude. Também ao norte, há áreas com elevada altitude alcançando cerca de 880 metros. Observa-se que entre estas duas áreas mais elevadas, a oeste e ao norte, ocorre uma área rebaixada que corresponde ao eixo de drenagem do Rio Pardo. // Tais rochas caracterizam-se por uma grande variedade de tipos litológicos (gnaisses diversos, migmatitos, charnoquitos, kinzigitos, e subordinadamente quartzitos, cálcio-silicáticas e mármores). Estas rochas recebem o nome genérico de granulitos, muito ricos em ferro, magnésio e cálcio. // A complexa história geológica a que a região de São José do Rio Pardo foi submetida tem reflexos até os dias atuais, pois os tremores esporadicamente sentidos pela população são movimentações ao longo de tais cicatrizes, as quais constituem zonas de fraquezas favoráveis à movimentação”.
O ponto mais elevado do município está na serra Bela Vista, na fazenda do mesmo nome, nas vizinhanças de Divinolândia, com 1.290m. A altitude oficial é de 676m acima do nível do mar.
Clima: é saudável, sendo classificado como Tropical Úmido. Apresenta invernos secos e verões chuvosos. As temperaturas são médias, variando entre 20 e 25 graus C, embora sejam verificados temperaturas de 6º a 30º C. O índice pluviométrico é calculado entre 1.100 e 1.200 milímetros anuais. Os ventos predominantes atuam de Sudeste a Noroeste.
Hidrografia:“O Município de São José do Rio Pardo é banhado pela bacia hidrográfica do Rio Pardo..(...) O Rio Pardo atravessa o município no sentido leste-oeste, apresentando orientação geral nordeste, estando seus maiores afluentes orientados segundo a direção noroeste. Sua bacia apresenta-se bastante assimétrica, caracterizada por extensos afluentes na margem esquerda em detrimento de sua margem direita, onde os afluentes são mais curtos”.(trecho transcrito do trabalho Atlas Digital, organizado e produzido por professores da F.F.C.L. de São José do Rio Pardo).
O município é banhado pelo Rio Pardo, num total de 42 km, tendo como afluentes os rios do Peixe, Fartura, Verde, Guaxupé. Seu grande volume de água permitiu a construção de duas usinas hidrelétricas: a Euclides da Cunha e Armando de Salles Oliveira (Limoeiro). Forma, em nosso município, belíssimas ilhas, cachoeiras e cascatas.
O Rio Pardo nasce de pequena mina, com 35cm de largura, a uma altura de 1.350 m, numa grota, na Serra do Cervo, nos contrafortes da Serra da Mantiqueira, no município de Ipuiúna (MG). Percorre 573 km, desaguando no Rio Grande, divisa de Minas Gerais, nas proximidades de Barretos, com 300m de largura. Ele banha 10 cidades mineiras e 38 paulistas.
Num belo artigo, em folhas soltas e sem nome do autor que viajou de barco de Ipuiúna ao Rio Grande, ele declara: “O Pardo recebe esgotos de 51 cidades, mas, como um milagre, chega limpo e vivo à sua foz, no Rio Grande”.
Em nossa região, temos a Hidroelétrica de Graminha, em Caconde, e as Hidroelétricas Euclides da Cunha e Armando de Salles Oliveira (Limoeiro), em São José do Rio Pardo.
O viajante exclama no final do trajeto: “Saímos de Minas a 1.380m de altitude e estamos chegando outra vez em Minas a 425m de altitude. Em 537 quilômetros, cortando uma das regiões mais ricas do país e recebendo a poluição doméstica e industrial de uma população de mais de 1 milhão de habitantes, o Rio Pardo desce 925 metros para ainda chegar vivo aqui. E como faz a cada instante, há 35 milhões de anos, a mininha de Ipuiúna, de apenas 35 centímetros de largura, se abre a 300 metros. E mais uma vez vai ser Grande, vai ser Paraná, vai ser mar”.
Municípios atingidos pela Bacia do Rio Pardo: Guaíra, Barretos, São Joaquim da Barra, Colina, Jaborandi, Orlândia, Morro Agudo, Sales Oliveira, Terra Roxa, Viradouro, Bebedouro, Pitangueiras, Jaboticabal, Guariba, Matão, Rincão, Descalvado, Piraçununga, Pontal, Sertãozinho, Ribeirão Preto, Barrânia, Cravinhos, Serra Azul, São Simão, Santa Rosa do Viterbo, Santa Rita do Passa Quatro, Casa Branca, Santa Cruz das Palmeiras, Porto Ferreira, Pinhal, Andradas, Parreiras, São João da Boa Vista, Águas da Prata, Vargem Grande, Poços de Caldas, Serrana, Jardinópolis, Brodosqui, Cajuru, Mococa, Caconde, Monte Azul Paulista, Guaxupé, São José do Rio Pardo, Ouro Fino, Mogi-Mirim, Itapira, Socorro, Conchal, Tapiratiba, Bonfim Paulista, Dumont, Pradópolis, Guatapará, Américo Brasiliense e Ibitiúra.    
 Minérios: a única riqueza natural é a argila. A areia lavada para construção é, ainda, bem encontrada no Rio Pardo.
Agricultura: a área rural é de 40.700 ha, acomodando 995 propriedades rurais. A cebola superou o café, sendo, hoje, a maior fonte de renda do município, apesar das constantes crises. Aproximadamente, 250 propriedades cultivam cebola, ocupando uma área de 3.100 há. A produção média é de 22.000 kg/ha. O leite é outra fonte de renda, com produção mensal de 2 milhões de litros, sendo 70 % do tipo B. Cereais e hortaliças (cenoura, tomate, alho, feijão, milho, etc) também enriquecem o município.
População – de acordo com informações do IBGE 2007, a população de São José do Rio Pardo é de 51.023.

Distância da capital - 217 km em linha reta.

Por rodovia, São José fica a 260 km de São Paulo, com estrada asfaltada e 90 por cento do trajeto em duas pistas.

Acessos rodoviários - De São José do Rio Pardo a Casa Branca, Rodovia Deputado Eduardo Vicente Nasser; de Casa Branca a Campinas, Rodovia Adhemar Pereira de Barros e de Campinas a São Paulo, via Anhanguera, com alternativa pela rodovia Bandeirantes.

 

Atrações Turísticas

Igreja Matriz

Igreja Matriz

Vitral

 

Fonte

 

No marco zero da cidade, na Praça Capitão Vicente Dias, a bela Igreja Matriz gótica, com as esculturas de Guido Bozzini e vitrais belíssimos colorindo os atos bíblicos, encanta rio-pardenses e visitantes.
No mesmo local, antes desta Matriz, dois outros templos foram edificados e demolidos: a Capela que marcou a fundação da cidade (1865) e a também belíssima Igreja Matriz, com uma só torre, projetada por Ramos de Azevedo (1893).

 

Casa de Cultura Euclides da Cunha

Casa Euclidiana

 Criada oficialmente em 1946, reúne extraordinário acervo sobre a vida e obra do escritor, abrigando o Museu e o Centro de Estudos e Pesquisas Euclidianos ligado virtualmente ao mundo inteiro. A Casa foi residência de Euclides da Cunha e sua família, entre 1898 e 1901, durante a  reconstrução da ponte metálica sobre o Rio Pardo. Nela  nasceu seu terceiro filho, Manoel Afonso.
Para maiores informações:
Endereço: Rua Marechal Floriano, 105.
Portal na internet: www.casaeuclidiana.org.br


Cabana de Zinco

Cabana de Zinco

Euclides da Cunha escreveu 80% de “Os Sertões” no período entre 1898 a 1901. A Cabana de Zinco e Sarrafos, hoje Monumento Nacional, desde 30-11-1937, era utilizada como escritório no período de reconstrução da ponte e onde, nas horas vagas, Euclides escrevia. Em 1918, quando o prefeito Mario Rodrigues começou a construir o jardim beira-rio, João Modesto de Castro impediu que a cabana fosse demolida e amontoada no lixo... Em 15 de agosto de 1928, foi inaugurada a redoma de vidro, protetora da cabana, pelo prefeito João Gabriel Ribeiro

 

Recanto Euclidiano

Recanto Euclidiano

Recanto Euclidiano

Herna

Local também conhecido como “Herma”, desde 1918, quando o monumento de pedra (herma) foi inaugurado.
No aprazível e belo Recanto Euclidiano, às margens do Rio Pardo, estão localizados:

  • o Mausoléu, com os restos mortais do escritor Euclides da Cunha e de seu filho Euclides da Cunha Filho (Quidinho), projeto do arquiteto Alfredo da Costa Figo;
  • A Cabana de sarrafos e Zinco, onde Euclides escreveu 80% de “Os Sertões”, protegida por uma redoma de vidro;
  • A ponte metálica construída por Euclides da Cunha.

 

Ponte Metálica

Ponte Metálica

A bela ponte alemã que desabou 50 dias depois de inaugurada, em 23 de janeiro de 1898, foi reconstruída por Euclides da Cunha e reinaugurada em 18 de maio de 1901. Tombada como Patrimônio Histórico, em 8 de maio de 1986, é o símbolo de São José do Rio Pardo.
Ela foi projetada em três lances de 33,36 m cada um, perfazendo 100,08 m de comprimento, 6,60 m de largura e 4,50 m entre os passeios. Em 1985, como medida de proteção, por indicação do vereador Fernando Torres, os passeios foram alargados, dando, assim, passagem para um só veículo.
Pinturas e reformas foram feitas em 1944, 1953, 1957, 1979 e 1985.

 

Biblioteca Municipal Monteiro Lobato

Biblioteca

Para a construção do Fórum, a Câmara comprou o terreno ao lado da Casa de Câmara e Cadeia, em 1901, e doou-o ao Estado. Com apoio do Dr. Cândido Rodrigues, então Secretário da Agricultura, o edifico  do Fórum e Cadeia foi inaugurado em 24 de maio de 1902.
No andar térreo funcionaram a Delegacia e a Cadeia. No pavimento superior, o Fórum e a sala do Júri, que funcionaram nesse local até 1969.
No prédio funcionou a Junta do Trabalho.
Desocupado, o belo prédio foi cuidadosamente reformado, abrigando a partir de novembro de 2006 a Biblioteca Monteiro Lobato, a Hemeroteca Paschoal Artese, o Programa Acessa São Paulo ( acesso grátis  internet), a Brinquedoteca, oferecendo ao freqüentador salas de leituras e sala de periódicos, com jornais e revistas.
No andar superior, estão instalados um auditório com capacidade para 120 pessoas, sala de reuniões, sala de oficinas e dependências administrativas.
Horário de Funcionamento:

 

Museu Rio-pardense Arsênio Frigo

Museu

A Casa da Câmara e Cadeia, hoje Museu Rio-pardense Arsênio Frigo”, foi construída pela população rio-pardense por 17:000$000 (dezessete contos de réis) para que se instalasse a “Vila”(São José de Freguesia a Vila). Um ano depois, em 8 de maio de 1886, a Vila foi instalada com os sete primeiros vereadores.
Com a transferência dos Três Poderes para a nova Praça dos Três Poderes, e depois de grandes reformas, o velho casarão restaurado, o Museu Rio-Pardense foi inaugurado em 8 de maio de 1986.
O Museu possui documentos da Prefeitura desde o século 19.
Um sistema de vídeo e aparelhagem de som para utilização do público.
Pinacoteca com mais de 300 obras.
“ARQUIS” (Arquivo de Imagem e So), com valiosa coleção de discos de vinil e gravações de ilustres pessoas.

 

Ilha de São Pedro e Ponte Pênsil

Ponte Pensil

Ilha
Desde 1900, a Ilha foi cobiçada por muitos que desejavam explorá-la. Dois senhores com nomes iguais “Francisco” moravam na Ilha e fizeram uma grande festa de São Pedro, em 1906, quando a batizaram com o nome do santo. Em dezembro daquele ano, o intendente (prefeito) declarou-a de utilidade pública. Em 1912, botes levavam as pessoas que se encantavam.
Tinha banda, patinação, dança. Falava-se na construção de elevador ou ponte.
Em 12-10-1913 a ponte aérea sobre “cabos de arame” foi inaugurada, perto da ponte de Euclides. Duas mil pessoas estavam no baile... Depois de 16 anos, no final de 1929, ela foi levada pela enchente.
Em 1937 falava-se da nova ponte pênsil sobre cabos de aço em outro local, com metade do comprimento da primeira: 60 metros. Foi inaugurada em novembro de 1939, com grandes festas na ilha. Depois, ficou esquecida, quase abandonada, por longo tempo. Um casal resolveu reavivá-la com bom restaurante. Não vingou o empreendimento. Em 13-3-1966, com a enchente, a segunda ponte pênsil rodou.
A terceira ponte pênsil foi inaugurada cinco meses depois, na Semana Euclidiana de 1966. Desmoronou em 2007.
E a quarta ponte foi inaugurada em 2008.
Em 1956, graças a ilha, São José foi incluído no Roteiro Turístico do Estado de São Paulo.
Em 1966, foi inaugurado o zoológico.

 

Hotel Brasil

Hotel Brasil

O tablóide “O Mosquito”, de novembro de 1887, anunciava para breve abertura do Hotel Brasil, de propriedade de Ananias Barbosa.
Está preservada ainda a centenária construção que foi palco da Proclamação da Republica em São José do Rio Pardo, em 10 de agosto de 1889. Uma placa alusiva ao fato está na janela histórica. Anualmente, em 11 de agosto, alunos e povo, naquele local comemoram o Episódio Republicano.

Episodio Republicano

 

 

Estatuas de Mármore

Estatua

As estátuas localizadas na praça XV retratam as quatro estações (primavera, verão, outono e inverno). São de mármore de Carrara, vindas da Itália, de Pietra Santa, em 1915, para ornamentar o Jardim Artístico (do Artese, hoje Praça dos Três Poderes). Foram compradas com rendas de concorridas quermesses.

 

Coreto Elias Fecuri

Coreto

O Coreto "Elias Fecuri", na Praça XV de novembro, que substituiu outro de madeira, é de 1946. 

 

Centro Cultural Ítalo Brasileiro

Centro cultural Ítalo Brasileiro

A “Società de Mutuo Soccorso 20 Settembre” iniciou suas atividades em 4 de agosto de 1887. A sede do “Fasci Italiani del’ Estero” (foto)  foi inaugurada em 26 de maio de 1929, com muita pompa, com centenas de visitantes de clubes fascistas de outras cidades. Estavam presentes o cônsul da Itália em São Paulo e o bispo de Ribeirão Preto...
Em 17-12-1962 a sociedade passou a denominar-se “Centro Cultural Ítalo Brasileiro”. Hoje, com muitos sócios, desenvolve atividades culturais, abrindo suas portas para a comunidade rio-pardense.
Situa-se na rua 13 de maio, 195.

 

Cine Teatro Colombo

 Cine Colombo

Demolido o Teatrinho, seu espaço foi ocupado pelo Cine Teatro Colombo, da Sociedade Italiana, construído por João Bergamasco.Foi inaugurado em janeiro de 1936. Em 1979, uma reforma mudou a entrada lateral para o centro da fachada. Em 1980, seu nome foi mudado para “Cine Itália”. Em 22-3-1983, depois de grande reforma, foi reinaugurado. O nome voltou à denominação anterior: “Cine Teatro Colombo”. Em 2002, uma arrojada e grande reforma, aumentou o patrimônio da entidade, com a construção, no andar superior, de um grande salão, onde funciona o Centro da Memória Rio-Pardense.
 

 

Cristo Redentor

Cristo

Manoel de Souza Rosa, português, radicado em São José, foi o idealizador da imagem do Cristo, no alto do Morro Santo Antônio. Com 70 anos iniciou o árduo trabalho, preparando o pico do morro. O terreno foi doado à Prefeitura por herdeiros do Dr. Leão, por Rafael Moreno, Geraldo Maurício de Souza e Francisco Rueda. Manoel trabalhou durante seis anos. Era solteiro, canteiro e pedreiro. No início foi o financiador da construção. Faleceu em 10-7-1959, com 86 anos.
A imagem em cimento armado revestida de cimento branco foi obra do campineiro Otaviano Papaiz. Tem 12,40m. Com o pedestal mede 17 metros, correspondendo ao número de letras do nome da cidade. Os rio-pardenses muito colaboraram.
Foi inaugurado em 19-11-1949.


Antiga FEPASA

Antiga Fepasa

            A “ Estação Mogiana” foi edificada graças ao aumento da produção do café.
Um grupo de agricultores liderado por José da Costa Machado e Souza criou o Ramal Férreo do Rio Pardo, inaugurado em 1887. Um ano após sua inauguração foi transferida para Companhia Mogiana.

 

Igreja Matriz de São Roque

São Roque

Igreja Matriz de São Roque - Inaugurada em 1942 abriga os monges da ordem cistercienses. Tem estilo romano e fica na praça Monsenhor Arnold. Tem cultos diários e mantém um seminário para a formação de sacerdotes, denominado Mosteiro São Bernardo.  A via sacra da Matriz foi também feita por Guido Bozzini.

 

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Gruta N. S. de Lourdes

Gruta Nossa Senhora de Lourdes, antigo e pequeno santuário, localizado no centro de uma área de lazer, no prolongamento da rua Coronel Marçal, pertence ao Asilo Padre Euclides e foi construída e inaugurada em 1918 pelo padre Euclides Carneiro, que é o patrono do Asilo. Sua construção foi iniciada no segundo semestre de 1917 pela irmandade Filhas de Maria, com apoio do Padre Euclides Carneiro. Ela é uma réplica da gruta Nossa Senhora de Lourdes, na França, e o propósito de sua construção foi uma promessa da irmandade para o fim da Primeira Guerra Mundial, iniciada em 1914. Foi construída por Honorato Bontempo e  inaugurada em 18 de Maio de 1918, apesar da gripe espanhola.

 

Folclore

Caiapo


São José do Rio Pardo mantém tradicionalmente o folclore apoiando e incentivando os grupos de dança Caiapó, Folia de Reis, Companhia do Divino e duplas de música sertaneja de raiz. Estes grupos se apresentam na região e na cidade em épocas especiais. Existe a igreja dos Três Reis, localizada na praça do mesmo nome. Sérgio Gumercindo foi o responsável direto pela construção da igreja. Reside em São José do Rio Pardo o campeão nacional do berrante, Márcio Edgar Della Torre.

 

Fonte: Casa Euclidiana

 

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